Molhados

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Menos inverno


Outro caminho que surge de repente, já vem com a bagagem do novo. O novo traz medo, insegurança e o sabor amargo das incertezas. Acostuma-se a ganhar e não a perder. Disso a aversão ao desconhecido.
Todo começo de inverno traz momentos nos quais ficamos lá, inertes no sofá. Aos poucos o frio extremo vai passando, e a gente vai aprendendo outras formas de colocar o pezinho na rua e a se desfazer de alguns agasalhos.
Talvez o primeiro passo seja abrir a geladeira, colocar a mão na água gelada e permanecer alguns minutos sentindo muito frio.
Alguns minutos...
Não uma vida inteira.
O sol bate e o segundo passo é descobrir que a gente não morre de frio. E que assim é o novo.
Arte... Descobrir que não pode-se ganhar sempre mas que pode-se reagir sempre.
Pode-se não morrer de frio no inverno.
Buscar alternativas para a primavera chegar mais rápido e tornar o caminho novo um lugar habitável... Terceiro passo.
Sim. Virão muitas estações, mas aos poucos adquirimos outros dons para que fiquem para trás o medo e o anseio ao novo.
Formas automáticas de renovação espiritual? Também é arte.
Renove-se para o bem. Com o bem.

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