Molhados

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ás vezes e sempre você

Novamente entro em mim.
Vasculho o que você deixou e encontro nossos sonhos no chão.
E quando não há mais nada a fazer
Quando só resta chorar
Quando vivo o limite de tudo
É quando começo a sorrir.

Novamente você me remete a um lugar que
criei sem saber as consequências.
Onde viver implica te ter.
Onde ser feliz dura um instante.

Em todo esse sufoco de sentimentos que morrem
Que revivem,
Te levo assim, em mim.
Num lugar que ás vezes esqueço,
Ás vezes protejo
Ás vezes destruo.
Novamente você.
Sempre longe.
Sempre perto.
Sempre inevitável.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Essência?

Quando tudo parece ter "entrado pelo cano" e a gente perde a confiança que tínhamos em alguém, seja por seus atos, palavras, etc, entramos num estado de transe. Ficamos horas, dias, tentando encontrar um motivo para tal decepção. O problema é quando os erros são visíveis e ainda assim não queremos mal à criatura. Entendo o tal transe como um túnel do tempo. Onde ficamos sofrendo (não descobri a razão ainda) visualizando um filme cheio de paisagens, cores e todos os momentos felizes.


Ainda tô tentando entender bem o que é isso. Se é só eu. Se são algumas pessoas. Ou se todo mundo é assim. O que permanece dentro da gente pra não levar em conta os "mil motivos para odiar"? O que fica ali, num cantinho, pra fazer a gente lembrar só a parte boa da história?



Acho que é algo como "essência". Ou seja, o que temos de mais natural. Traços que nascem conosco e que por mais que passe o tempo e por mais que mudemos estarão lá. Essência é como dar a volta ao mundo, ser influenciado por toda diversidade que há, voltar para casa e descobrir que alguma coisa permanece intacta.
É isso que fica. É o que sobra de nós. É o que sobra em nós das pessoas que amamos infinitamente. Não desejamos o mal porque em algum momento tivemos em contato com o que de mais puro existe nelas. Ás vezes nem mesmo as pessoas percebem isso, não conseguem enxergar o ponto no qual nos ganharam. Mal sabem que (sim, raras pessoas) conseguem enxergar o que elas buscam dentro de si.
Descobri que amo a essência. Que ela é pura ainda que mentes e corpos não sejam. Que ela ilumina quando não racionalizamos. Que ela devolve sentimentos eternos. Que ela está lá, quando tudo parece perdido.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

E aprendi...

... a me poupar para instantes especiais. Para pessoas especiais.
Mesmo assim sigo eufórica pela minha vida.
Pelos meus prazeres.

Me tornei especialista em mudar de rumo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Como se medem as palavras


- Por favor, 1 kg a menos. Disse ela enquanto discutiam pela terceira vez naquela semana.
- 1kg a menos? Do que você está falando?
-Nada. Não estou falando nada. Sou louca. Lembra?



E assim esquecemos que nascemos com várias unidades de medida presas á mente. Somos capazes de medir o que falamos. Somos capazes de medir o que pensamos, o que se fizéssemos, não seria difícil conviver com tanta bobagem dita martelando a cabeça.

Como se medem as palavras? Contando até dez, até cem ou o quanto precisar.
Como se medem as palavras? Dizendo a nós mesmos o que estamos pensando em exteriorizar.

Palavras devem ser medidas.Dosadas como aquelas receitas de bolo infalíveis. Nas quais nada sobra, nada falta: 1kg, 1 litro, etc.

Palavras são surpresas. São armas. São amor. São ódio.
São encanto. Desencanto.
Amarram. Soltam.
Enlouquecem. Aquecem.
Salvam. Matam.
Pesam.