Molhados

quarta-feira, 31 de março de 2010

Não era só um sonho

Eu que sempre desejei com toda força e
guardei o melhor de mim pra ti
lanço ao vento o que teves e nunca mais terá igual
Algo que você chamou de sonho
Algo que eu chamei de amor.

Alguém me disse que assim vem o esquecimento:
Lance um sonho no ar,
e a vida se encarrega de dissolvê-lo.

E lá se vai.
O amor que era sonho.
O sonho que tinha teu nome.

sexta-feira, 26 de março de 2010

E ela...

...se descobre impaciente no momento em que se considerava a pessoa mais paciente que poderia existir. Fecha os olhos e vê o mundo girar numa velocidade absurda. E absurda é a idéia de mudar os planos. Como assim? E o chão sob seus pés?
Acorda com o sol na janela, hoje tudo vai mudar. Hoje vai crescer. Ao meio-dia começa a experimentar a sensação de que não é só estalar os dedos. Fica com preguiça de tentar. Deixa pra depois.

Afinal, como viviam os escritores à época do romantismo? Como foram compostas as mais belas canções de amor?

Melhor dormir. Sim. A tarde foi feita para dormir. Com pijama, edredom e meia-luz.
A tarde não tem pesadelos. Sonha com paz. Sonha com cores leves. Ao som das músicas preferidas.
Acorda. Tem planos pra depois. Mas melhor não. Já é tarde. Tem uma vida pra colocar no lugar. Outra pra desenhar. E a noite é o melhor cenário. É a melhor companhia.
Pensa no ontem, no agora e no que tem pra depois. Rabisca qualquer coisa. Separa caprichos de objetivos. Finge ter um plano. Talvez tenha um plano.
Precisa de alguém. Tem alguém. Que não é encantado nem tem um cavalo branco. Mas a faz rir. O que considera essencial para viver.
Pode ficar a noite e a madrugada toda acordada. Comendo chocolates e assistindo pela milésima vez as comédias românticas que adora. Que num dia fazem rir. Noutro fazem chorar.
Mas assim, longe do sono, tem consciência que esse mundinho ta por um fio. E isso, superando as expectativas alheias, a deixa feliz.
E ela ri de tudo. À espera de poder apertar o botão e detonar o quarto, a casa, a rua, a cidade.
Debaixo da cama tem um mapa, algumas moedas e uma mala.
Logo vai acordar com o sol na janela. Logo tudo vai mudar. Logo vai crescer.

Afinal, como viviam os escritores à época do romantismo? Como foram compostas as mais belas canções de amor?

Bem. Além de tantos sonhos guardados no bolso, ela espera por alguém que tenha a resposta.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Tanto faz

Nunca fui indiferente.
Sempre disse sim ou não. Arriscava algum talvez.
E agora não sei o que fazer. Porque agora tanto faz.
E se tanto faz, é porque algo não faz mais sentido.

Tanto faz é sentimento.
Sentimento cansado.
E se tivesse um corpo, faria movimentos com os ombros e iria embora.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sua vida...

...e seus atos são um livro de infinitas páginas
que eu leio e releio
enquanto você se limita à página dois.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Do que sei de cor


Meu roteiro não diz onde meus passos são certos ou errados.
Meu roteiro é todo final feliz.
A mim se aplica a famosa: “Quando nasci... alguma coisa".
De tudo, dá pra sacar que “quando nasci...
... meu anjo da guarda disse: Vai lá garota. Acredite em você.”

Acredito em mim até a última gota.
Acredito na minha forma de viver. E continuo sempre por mim.

Amo rir. Sei fazer rir.
Amo amar. Sei amar.


Penso que bons momentos acontecem quando a gente quer.
Penso que tudo flui quando a gente quer.

Aaaah! Não. Meu sentimento não combina com dor.
Não corto cebolas pra chorar.
Não choro pra ter o que escrever.
Não escrevo porque não sei falar.

Quando nasci meu anjo da guarda me disse todos os adjetivos que tenho em mim.
Ouvi atenta e decorei. Então sei exatamente contar minhas virtudes e apontar meus defeitos.

“Vai lá garota. Acredite em você.”


Escrevo tudo o que sinto hoje. Porque amanhã pode não ser.
(então poderei lembrar)


Não escolho o que sai de mim.

sábado, 13 de março de 2010

De mim

Não me conheço tão bem assim a ponto de desistir da vida.
Ás vezes louca. Da rua. Do mundo.
Ás vezes pose. Da estante. De ninguém.

Quando entro na minha concha é quando preciso de mim.
É quando tenho que lembrar de onde eu vim. Pra onde eu vou.
Quando misturo vidas é quando preciso me perder pra não perder a graça.

Me olho no espelho e vejo meu mundo em massa-de-modelar.
Encontro traços que ninguém me deu.
Encontro teses que ninguém me ensinou.
Então essa sou eu e meu mundo.
Modelados por eu mesma.

Não. Eu não me conheço tão bem assim. Mas sei quem eu sou.






quinta-feira, 11 de março de 2010

Especiais...


Difícil prever o que vai acontecer com cada pessoa que entra em nossa vida. Mais difícil ainda é saber por quanto tempo estarão lá.
Sim. Considero importante cada oportunidade, cada troca estabelecida em toda relação, seja ela qual for, que construo.
E o fato é que acredito que existe algo supremo, algo que gosto de chamar de “luz”, que coloca no nosso caminho pessoas que ficam.
Aí a gente nem percebe o tempo passar. Parece que a pessoa é a mesma que encontramos anos atrás. E elas atuam como bússolas. Em qualquer situação que seja terão uma palavra, um riso, algo que nos conforte. Nos guie.

Não tememos dizer “te amo”.
Não tememos dizer “para sempre”.


Porque num certo momento percebemos quem são essas pessoas. E mesmo no silêncio, o que se sente é “te amo. Para sempre”.
A vida segue oferecendo encontros e desencontros. Resta a nós amarmos infinitamente quem gostaríamos de ter sempre perto.

Resta dizer o que sentimos e o que pensamos. Enquanto há tempo, enquanto os abraços não se tornem virtuais e os “te amo” possam ser ouvidos e gritados.



P.S.: Esse é o primeiro post de alguns que serão escritos para as pessoas mais especiais da minha vidinha, do meu mundinho. Fabiano, "brigado" por ser tão especial nesses nada menos que 17 anos. Sem dúvida é uma das cores que iluminam meu caminho. E continuará sendo. Te amo. Para sempre.


"A amizade é um amor que nunca morre."

terça-feira, 9 de março de 2010

É muito. Pouco.


Lembrei antes de dormir que a vida é curta.
Que as pessoas não sabem quando irão pra sempre. Que não sabemos se
despedidas não serão as últimas despedidas.
Olhei pra esses "vinte e poucos anos", como diz a música, e percebi que é muito pouco. Definitivamente vivi pouco. Viverei pouco. E não sei quanto tempo vou levar pra voltar à terra e ter a chance de evoluir mais.
A vida é mesmo muito curta. Ainda que vivamos cem anos ficaremos devendo.

E amanhã? Não sei.
Então pegue cada segundo do seu hoje e transforme em risos soltos, em conversas jogadas fora, em abraços apertados, em saudade aliviada.

Não leve muito a sério. Sempre vai ser muito pouco.

"...vamos viver tudo que há pra viver..."